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Cecillia: 2

  • 5 de mai. de 2016
  • 3 min de leitura

~ Setembro, 1971.

Eu fui sorteada para a Sonserina!

Felicidades, felicidades, isso é tão bom! Eu espero honrar a casa e as minhas antepassadas, mamãe disse que ser uma Greenieart seria ruim, porém, eu estou decidida a fazer isso ser algo bom!

Severus foi sorteado para a Sonserina comigo! Ele parece ser muito doce, mas, fala muito pouco... Isso é tão estranho... Ele conversava tanto no trem...

Ela foi sorteada para a Grifinória, seu nome é Lilian Evans. Ela é sorridente e animadora, parece ser uma garota legal, eu gostaria de ser amiga dela, como uma bruxa nascida trouxa talvez ela queira ser minha amiga...

As demais meninas da Sonserina não se aproximam muito de mim... Parecem sempre me olhar pelo canto do olho, como se eu fosse algum tipo de criatura amaldiçoada... Mesmo as garotas dos outros anos me olham feio...

Eu gostaria de fazer mais amizades aqui, mas, parece que por enquanto isso vai ser impossível... Tomara que isso mude... ~

~ Novembro, 1971.

Eu descobri ser muito boa com feitiços no geral, as aulas de transfiguração, feitiços, defesas contra as artes das trevas e todas as demais são incrivelmente fáceis para mim.

Severus é muito bom em poções, o que é surpreendente, para mim eles parecem hieróglifos! Isso é loucura, certo? Como alguém pode ser bom nisso? Bom, ele é. É incrivelmente bom...

Ele ainda não fala muito comigo, mas, quando estamos estudando juntos tudo parece ficar muito mais fácil. Ele me ajuda em poções e as demais matérias tensas, e eu o ajudo nas aulas de feitiços, é incrível... ~

~ Maio, 1973.

Eu já estou cansada de ver aqueles malditos Potter, Black e Lupin tirando sarro de Severus. É tão cruel!

E toda vez que Evans aparece o circo para. Já disse à Severus que se ele parasse de correr atrás dela os outros grifinórios parariam de persegui-lo, mas, ele não me ouve! Não importa o que eu diga, ou do que eles lhe chamem, ele continua perseguindo aquela ruiva com seu sorriso de cão arrependido!~

~ Aquele idiota!

Ele a chamou de sangue-ruim, ela fugiu e ainda assim ele continua sem me dar ouvidos! Choramingando pelos cantos sobre como ele a perdeu!

Ele jamais a perdeu porque ele nunca a teve!

E, claro! Assim como ele nunca a teve, eu nunca o tive e nunca o terei! Aquele grandessíssimo idiota!

Eu sou uma sonserina, uma sangue-pura, e além de tudo isso eu sou completamente apaixonada por ele! Por que ele não me vê? Por que ele não me ouve?

Ah, eu o odeio! Eu odeio, eu odeio, eu odeio!

Eu definitivamente odeio Severus Snape, e pior que isso, eu odeio amá-lo tanto!

Aquele maldito lindo detestável... ~

~ Setembro 1976.

Severus e eu brigamos hoje antes de conseguirmos entrar no salão comunal.

As masmorras acabaram presenciando o quanto eu o amo e o quanto ele me odeia...

Eu acabei me descontrolando e lançando lhe um feitiço metamorfo...

Transformei-o num pequeno rato preto enquanto gritava o quanto ele era covarde, sempre obcecado com aquela maldita ruiva sangue-ruim, e...

E jamais sendo capaz de me notar. De notar a sangue-puro e sonserina que sempre esteve ao seu redor...

Sempre cego demais para notar o quanto eu era boa e o amava... O quanto eu poderia ser boa para ele.

Nosso monitor conseguiu transformá-lo de volta em humano e eu não... Eu não sei por quê. Talvez eu estivesse em pânico demais, ou brava demais com ele...

Eu apenas queria ser notada, mas, agora... Agora eu tenho certeza de que ele nunca mais vai olhar para mim...

Eu apenas queria que ele tivesse me notado antes... ~

~ Maio, 1978.

Os anos de Hogwarts estão acabando e Severus já resolveu unir-se aos Comensais da Morte... Embora eu não goste muito dos ideais deles, eu devo segui-lo.

Eu sei que não deveria. Não podia... Mas eu não consigo negá-lo mais...

Não consigo não estar junto dele... Não consigo não segui-lo pelos corredores, ou não olhar para ele... Não olhá-lo pelo cantinho de meus olhos...

Eu não consigo...

...

Oh, meu diário, o que eu poderia fazer?

Como eu poderia resistir à ele? Como posso?

Ele é meu tudo, diário, e eu sei que ninguém que não pertença à família Greenieart será capaz de entender isso. Mamãe me disse que esse é um segredo incontável, e é por isso que eu não posso contar sequer para você. Espero que me perdoe.

Gostaria de poder não segui-lo nesse caminho sombrio, porém, eu sei que não vou poder me controlar... Eu vou segui-lo, e por isso...

Eu... Eu apenas queria...

Mamãe, eu sinto muito se eu a desapontei. Eu te amo muito, e espero que você me entenda... Você seria a única capaz de me entender...

E eu o amo...

Adeus... ~

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