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Atalho: 19

  • 4 de abr. de 2016
  • 3 min de leitura

O loiro saiu do banho frio mais calmo, mas nem por isso menos decidido à seguir com seu plano.

Vestiu uma calça de pijama cinza e andou até o espelho, ajeitando seus cabelos loiros para trás. Ele gostava de estar sempre elegante e arrumado. E mesmo que estivesse sem camisa, ainda pretendia parecer bem vestido, mesmo com a cicatriz do Sectumsempra que Potter havia lhe dado.

Porém, quando abriu a porta, encontrou uma Emilly, aparentemente relutante, prestes a bater em sua porta.

Ela vestia um short de pijama roxo e uma regata da mesma cor, deixando as pernas e os braços finos, ainda um pouco fracos pela doença à mostra.

Draco pôde ouvir o suspiro da trouxa baixinha diante dele, e um sorriso orgulhoso surgiu em seus lábios. Se ele gostava de saber que era capaz de fazer uma mulher arrancar fora as roupas apenas com um sorriso? Claro.

Mas a resistência da trouxa à ele o incomodava. Ele esperava já a ter no colo, aos beijos e suspiros e ainda assim, a única coisa que conseguira dela fora um suspiro.

"Ahn..." - a quase ruiva agora sorria sem jeito, tentando forçar seus olhos à abandonar o corpo do loiro, sem sucesso. - "Eu vim ver se você queria... Não sei, fazer alguma coisa...".

Ela notara a cicatriz, mas tentava evitar olhar para a mesma.

Não que fosse feia ou qualquer coisa do gênero, a verdade é que aquela cicatriz dava-lhe um aspecto mais másculo, mais poderoso, e aquela impressão deixava a trouxa de pernas bambas.

"Ah, claro..." - ele fingiu naturalidade, sorrindo para ela e observando sua reação. - "Quer ajuda para arrumar suas coisas?".

"Na verdade eu já... Já ajeitei..." - ela sorriu, agora desviando os olhos do rosto dele, ficando um pouco corada. - "Mas, o que vocês costumam fazer a noite...?".

Draco a observou por um segundo.

O que exatamente ela quisera dizer com aquilo? O que ele fazia quando estava sozinho ou quando estava com alguma mulher...?

"Geralmente eu leio quando estou sozinho..." - ele encerrou a explicação ali, achando melhor não seguir. - "E você?".

"Ah, geralmente eu fico na internet... Mas imagino que você não saiba o que é isso, não é?".

Draco não gostava de assumir não saber de algo, mas aquilo lhe seria um ótimo motivo para puxar a trouxa para junto de si e deixar a pele fazer a mágica.

.

"Não... Mas venha cá, entre." - ele saiu da frente dela, convidando-a para seu quarto. - "Conte-me mais sobre essa... Intranet."

"Internet..." - ela corrigiu com um sorriso, entrando no quarto do loiro.

O quarto dele era rústico e frio, como o dela. Tudo ali eram em tons sombrios de cinza e verde, mas parecia assustadoramente convidativo à trouxa.

"Certo... Isso mesmo..." - a correção não agradava o loiro, mas ele não estava muito preocupado com isso. - "Sente-se..."

A trouxa obedeceu, sentando-se sobre à beirada da cama dele, sentia uma pressão saída sabe-se-lá de onde, e aquilo a deixava nervosa.

Cruzou as pernas um pouco e ao ver os olhos dele sobre seu corpo acabou corando e arrependendo-se imediatamente. Mas não era como se pudesse culpá-lo. Cada mínimo movimento dele fazia com que os olhos verdes-água dela encarasse cada um dos músculos dele.

Ele sentou ao seu lado e abraçou-a pela cintura, beijando-a na testa, aquilo pareceu acalmá-la um pouco.

"E então? Que negócio é esse?".

"Ah... Bem, é..." - ela corou um pouco, não tinha idéia de como explicar para ele o que era a internet. - "É algo que nos permite trocar informações automaticamente."

Ela sentiu raiva de si mesma. Aquela era realmente a melhor explicação que ela conseguira pensar? É, era oficial. Draco Malfoy mexia demais com sua cabeça.

"Trocar informações, huh? Que interessante..." - Draco não achava interessante de fato, mas não queria entrar numa discussão com a trouxa. Apenas queria que ela se distraísse para que ele se aproximasse mais. - "E aquele aparelho preto que vocês apertam uns botões e depois falam com ele?".

"Ah, aquilo é um telefone. Nós o usamos da mesma forma que vocês usam as corujas, para falarmos uns com os outros, mas é automático, assim não temos que esperar chegar como cartas." - é, essa explicação estava mais decente que a outra.

"Telefone? Hm... Que nomes malucos...".

Emilly lhe deu uma olhada feia. Ele queria mesmo discutir sobre nomes malucos? Mas aparentemente aquela era apenas uma provocação do loiro, e ela caíra como um patinho.

Ele agora a abraçava mais firmemente e beijava-a junto da orelha, em seu couro cabeludo, descendo por ele lentamente, até chegar ao pescoço dela.

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